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Evangelho da Semana

Emprego da Fortuna

O valor dos nossos recursos também está no bem que eles podem realizar. Uma reflexão sobre generosidade, responsabilidade e respeito à dignidade de quem recebe ajuda.

UM TRECHO PARA A LEITURA

Sendo o homem o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe pôs nas mãos, contas severas lhe serão pedidas do emprego que lhes haja Ele dado, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau uso consiste em os aplicar exclusivamente na sua satisfação pessoal; bom é o uso, ao contrário, todas as vezes que deles resulta um bem qualquer para outrem. O merecimento de cada um está na proporção do sacrifício que se impõe a si mesmo.

Trecho reproduzido do material ilustrado desta publicação.

REFLEXÃO — TEXTO ADAPTADO, NÃO É TRANSCRIÇÃO DO LIVRO

O que fazemos com o que temos?

O convite desta leitura não é apenas olhar para a quantidade de bens que possuímos, mas para o destino que damos a eles. Um recurso pode terminar no nosso conforto ou também se tornar alimento, abrigo, aprendizado e oportunidade para alguém.

Ajudar nas necessidades imediatas tem valor. Mas o texto também nos convida a pensar no que pode prevenir o sofrimento: criar condições para que as pessoas caminhem com mais autonomia, segurança e dignidade.

Na vida cotidiana, podemos ampliar essa reflexão. Além do dinheiro, temos tempo, conhecimentos e habilidades que podem ser compartilhados. Uma ajuda discreta, uma orientação paciente ou uma oportunidade oferecida com respeito podem fazer diferença.

Generosidade não precisa ser exibição nem deve diminuir quem recebe. Ela se expressa quando reconhecemos no outro alguém com a mesma dignidade que desejamos para nós. Dentro das nossas possibilidades, sempre podemos perguntar: que bem posso fazer com aquilo que hoje está ao meu alcance?

PARA LEVAR PARA A SEMANA

Escolha uma atitude concreta de partilha: ofereça uma ajuda necessária, compartilhe um conhecimento ou apoie uma oportunidade. Faça isso respeitando a vontade e a dignidade da outra pessoa.

Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVI — Não se pode servir a Deus e a Mamon, item 13 — Emprego da Fortuna. Mensagem atribuída a Fénelon (Argel, 1860).

Emprego da Fortuna
Material ilustrado da mensagem.